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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Com tato


De repente num suspiro oco

as luzes permanecem apagadas sobre minha cabeça.


Meus pés ainda distantes do chão

tocam o vento.

Meu peito ainda marcado por sinais eternos

toca minhalma.

E toda aquela melodia cega

toca dentro de mim

como um pulso desenfreado.


Experimentar-se é também poético.


Eu vejo beleza

em tentar equilibrar-se na corda bamba

e degustar o tombo

até entrar em contato

com tudo que te preenche os espaços vazios.


É como cair do trapézio para dentro de si

sozinho.


Eu vejo beleza

naquelas coisas pequenas

que quase não significam nada

mas que de repente

te tocam,

te fazem chorar.


Numa lágrima salgada

derramo-me inteira

para fora de mim.


Experimentar-se é também poético.





4 comentários:

  1. Eu também "vejo beleza
    naquelas coisas pequenas
    que quase não significam nada
    mas que de repente
    te tocam,
    te fazem chorar."

    Menina Lispector

    ;*

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  2. me segue tambem,estou te seguindo muito legal seu blog,gostei muito das poesias,estou esperando você..entra tem um link com todos os meus blogs,me segui ´laá..

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  3. A beleza vive na sequência das imensidões amplas pelo tato do saber.

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