
Nossos versos eram os únicos vestígios
que deixávamos aqui,
só eles nos compreendiam
e nos libertavam de nós.
Inventávamos muito para conhecer
aquelas partes intocáveis e escondidas por dentro
que só as palavras alcançavam
através de poesias inúteis.
Olhares cruzados atingiam
desenhos verbais por entre rimas
enquanto nos transfigurávamos
em nossos embaraços verbocorpóreos.
A cada travessura métrica
sonhávamos a inocência
das coisas que não acontecem
como quem pula obstáculos.
E por amor
unimos nossas palavras até ouvir o silêncio delas
ao desver o mundo nos abandonos
e guardar os desconcertos dos nossos absurdos secretos.
Assim abrigamo-nos nas palavras
antes mesmo que em nossos corpos
e sustentamo-nos em poesias
antes mesmo que em nós.
Só posso dizer uma coisa:
ResponderExcluirte amo!
Lindoooooooo *_*
ResponderExcluirQuero um dia conseguir fazer um nesse nível,
huahsuahsua,
difícil, hein?!
Que bonito! :)
ResponderExcluirnosso corpo abrigo da palavra
ResponderExcluira poesia de nada serve mais muito nos absorve
e fica impossivel viver sem ela
és com certeza a minha menina dos olha, maravilhosa poetiza
porque só a poesia é eterna
ResponderExcluirPara os sensíveis, a poesia tem a função da coluna vertebral - da alma.
ResponderExcluir