
Os momentos eternizados a cada instante. Aquela cansativa braveza das coisas. A beleza de cada parte. A chatice do todo. Confusão intacta de dentro, calmaria de fora. Vice-verso.
O intocável de mim exteriorizando-se à 160 Km/h. A vontade de vir à tona a cinco passos do naufrágio. Nasce daí o calado sentimento. Submerso abaixo de todo o oceano, lá sim, se emerge ele aos poucos.
Um pouco de tudo não explica nada. Em cada silêncio o grito de medo, dúvida. Em cada grito aquele silêncio confuso, estonteante. Aquela loucura mansa na confusão agonizante.
Bravo! Bravo! Uma conquista por segundo prestes a morrer no esquecimento. Não frio, morno agora.
O que se sente morre no vento congelante que sempre bate no escudo, e não perfura. Escudos abaixo, agora já mais perto do medo de começar a sentir aquilo que nunca ousou sentir. Agora tão perto, que os olhos se cruzam naquela distância dos pólos. Distância fulgáz, traz consigo o passageiro próximo.
Ainda naquele momento mudo ouve-se a voz que diz "é tudo mentira".
É perto demais pra deixar. Hora de partir ou hora de ficar?
A meia luz traz esse reflexo…