
A ele como quem se faz herói pelo segundo inteiro em que os escudos estão no chão e a sinceridade agarrada à mão.
A ele pela coragem absoluta de revelar o segredo preso fielmente ao medo.
A ele pela desordem vivida e doída abafada no escuro do tormento em silêncio.
A ele principalmente pelo sentimento existente na conquista desse breve entendimento meu.
Entre as infindáveis dúvidas há a partilha de toda a pureza dessa verdade fingida.
Entre a confissão toda essa confusão com fusão de turbulências engasgadas.
Entre eu e ele esse registro eterno e externo de tão interno.
Entre ele e ela a dor engolida na angústia da duvida que bagunça o instante todo da paz desse abraço.
Entre o amor e a amizade um limite invisível e inexistente que faz dessas palavras jogadas uma mistura vaga.
Entre o dia e a noite os gritantes pensamentos mudos de delicadeza e desejo no ensejo do enleio.
Só e somente a ele…
Como quem merece como ninguém o tempo do desabado eternizado só para si.
Os ombros leves e a cabeça cheia como aquele que nasceu já dentro de si enroscado na razão que não descansa nem no momento do grito.
Grito calado que nunca não houve.
Ouça o segredo nesse silêncio.
Ouça o silencio desse segredo.