
O que sobrou do amor é esse buraco, essa falta dele que invade o peito vazio.
No sorriso carrego a lágrima.
Na palavra a mágoa.
Sobrou muito nessa falta.
Tanto.
Por dentro aquele eco oco.
Por fora a casca em equilíbrio estático.
O cérebro pulsando sangue.
O coração com sinapses neuróticas cheias de nenhuma razão.
Sentimentos perdidos.
Cérebro coordenando alma.
Corpo ordenando sentimento.
Confusão em órdem.
Na bagunça de tudo é que se encontra o amor perdido.
E no silêncio a solidão.
Esse escuro calmo que faz o tormento.
A saudade escondida no medo disfarçado de indiferença nesse desejo palpitante que traz consigo algum sentimento sem nome.
Todos ainda de pé segurando seus copos e seu medo de cair.