
Desórdem. Desequilíbrio. Murmúrios lentos também. Desapego não, nenhum ao menos.
Preço alto, tempo curto. Tudo contado, tramado. Nada equilibrado. Entre a paz e a guerra, o amor. Sim, aquele amor que põe à mesa a bagunça minha, só minha do dia. Somou?
Tanto medo acumulado. Confusões de sempre em perfeita órdem, o resto não. A minha desódem, ainda demorada, fingida, polemizada.
Não deixar acabar o que nunca sequer existiu. Não escorre da minha mão, não agora. Minha órdem tirana. Não deixarei cair jamais isso que nunca esteve de pé. Não enquanto meu tolo eu não tiver dado a órdem para derrubar de uma só vez. Só aí derrubem. Não, só eu derrubo!
Mas o sentimento existe ainda. Aquele que só eu sinto, que só eu minto. Sentimento e fermento. Finjimento? Esse meu mantimento. Fora de controle. É meu o controle. Mentira minha também.
Sair pela porta que eu entrei, tranquei e perdi a chave. Nunca tive a chave, só o chaveiro vazio. Chaveiro de mais uma das minhas confusões, confissões. Confesso. Confuso?